A primeira vez que ouvi falar de Never Dead disseram-me que podíamos tirar a própria cabeça e usá-lo para andar através de poços de ventilação. Disseram-me ainda que poderíamos arrancar um dos braços e esse braço aliado a uma metralhadora poderíamos atira-lo para a boca de um dos monstros do jogo e mata-lo de dentro para fora.

Inicialmente tudo isto nos parece um pouco surreal e saído de um filme de terror demasiado mau para ser verdade.

Se a ideia era Never Dead nos surpreender eu posso dizer que este caminho pode ser um pouco esquisito.

Mas vou dar-vos a minha opinião do teste que fiz do jogo.

A personagem estranha que falamos acima chama-se Bryce, ele foi amaldiçoado com a imortalidade, mas que raio de maldição e este que muitos de nós não nos importaríamos de ter?

Apesar desta personagem não poder morrer ela pode ser cortada aos pedaços e quando isso acontece teremos de nos desenrascar a lutar com um dos membro que ficará espalhado no chão. Assim que a nossa barra encha o suficiente poderemos gerar um novo corpo a partir do zero. isto é de loucos.

Este é um daqueles jogos que após pouco tempo já não queremos mais pois torna-se repetitivo e queremos mais é saltar fora assim que possível.

O jogo é composto de missões e de vez em quando aparece um enigma de fácil resolução, quanto a isso podemos dizer que é um pouco desanimador.

Em relação aos gráficos e som podemos dizer que esses estão um pouco abaixo dos padrões que os jogos desta geração nos habituaram.

Em geral, quando Bryce é atacado aparecem demónios com duas armas a disparar por todos os lados, já Bryce não tem grande capacidade de fogo, creio que a produtora se limitou um pouco a deixar que Bryce se acabe em pedaços e depois se reestrutura do nada para poder levar outra coça.

Uma das armas de grande utilidade para Bryce é a espada, com ela ele consegue fatiara os inimigos podendo contar com movimentos rápidos muito impressionantes.

Em relação aos comandos do jogo esses não são maus mas por vezes fica a leve impressão de que estamos a clicar nas teclas mas o jogo não responde.

Os inimigos que vamos encontrar pela frente são muito esquisitos, eu diria que são autenticas aberrações, tem de tudo, vamos encontrar _________________________

Todos estes seres aparecem do nada e atacam-nos tão rapidamente que mesmo que se queira planear como vamos atacar o próximo inimigo é impossível, quanto mais conseguirmos planear um ataque com os nossos membros mutilados que se encontram espalhados pelo chão.

Never Dead é do estilo de jogo que ao tentar focar-se em vários pontos acabou por não ter um único ponto brilhante no jogo o que é pena pois o enredo deste jogo não é comum e poderiam ter explorado o jogo muito melhor.

O jogo tem uma loja que nos permite comprar actualizações para Bryce mas isso não ajuda a combater a falhas do jogo, por exemplo, podemos comprar uma espécie de power-up do bullet-time automático que entra em acção sempre que nos encontramos em apuros, digamos que é quase uma solução para a fraca qualidade de combate de Bryce.

Com o decorrer do jogo vamos notando melhoras, ou provavelmente já nos habituamos ao jogo. A partir de certa altura vamos começar a ver melhoras e poderemos ver campos em aberto onde poderemos ter uma melhor percepção do combate e onde poderemos disfrutar melhor das nossas habilidades. Existe uma habilidade que é muito interessante, pena que só será desbloqueada um pouco tarde, essa habilidade permite-nos arrancar os braços e pernas e faze-las explodir eliminando os nossos adversários. As armas capazes de dar um poder extra a Bryce também vêm um pouco tarde, falo de espingardas, lançam granadas e outras.

Mas focamo-nos tanto em Bryce e esquecemo-nos de Arcadia. Arcadia é uma bela moçoila que temos de proteger nesta grande jornada. Não é que ela dê muito trabalho, felizmente a AI dela é bastante boa e ela safasse bem, não podemos dizer que ela é um fardo difícil de transportar.

Poderia dizer que há muito neste jogo e que vale a pena experimentar, mas a verdade e que não entendi bem o que se passou aqui, creio que é um daqueles momentos que eu poderia apagar da minha memória e nem por isso um dia me arrependeria disso.

Até hoje foram poucos os jogos a que eu dei pontuação de 6/10 ou abaixo e espero desesperadamente não voltar a repetir algo do género tão cedo.

Nota: 6/10

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