Este é um jogo de uma produtora espanhola de nome Tequila Works, este jogo mistura combina várias influências num só jogo.

Temos então o “survival horror”, plataformas em side scrolling com muitos extras cinematográficos.

Os zombies são algo muito popular no mundo dos videojogos nestes últimos anos e em Deadlight vamos estar na cidade de Seattle, América do Norte na década de 80.

Em certa altura dessa década uma ameaça de mortos-vivos devastou o mundo e mudos completamente aquilo que conhecemos como o nosso planeta.

Neste jogo vamos estar na pele de Randall Wayne e temos como objectivo, para além de sobreviver, encontrar a nossa família que está algures num ponto seguro.

É certo que este mote já foi usado em muitos outros jogos mas não deixa de ser interessante.

No decorrer do jogo vamos conhecer outras personagens que também tentam sobreviver e vamos conhecer a saber como cada sobrevivente está a lidar com a mudança do mundo. Mas o mais importante continua a ser a nossa sobrevivência e a nossa missão é encontrar a nossa família.

Este jogo beneficia do uso do Unreal Engine e permite-nos visuais espectaculares e muito interessantes, principalmente os efeitos de luz e texturas que têm um impacto visual muito impressionante.

A história e narrativa do jogo impressionam desde cedo tendo como apoio algumas sequências de imagens bem-parecidas com o Infamous, esse apoio em imagens ajuda-nos a recordar o passado de Wayne e dá ao jogo uma forte personalidade.

A ameaça dos zombies é muito forte e a dificuldade é acrescida por premiar o erro e o atrevimento desnecessário para o jogador se precipitar em direcção a sua morte.

Neste jogo os recursos são limitados dando assim um maior aspecto de “survival horror”, as armas são poucas mas a munições são ainda menos, em relação a estamina, essa deve ser muito bem aplicada pois caso contrário podemos ficar sem forças rodeados de criaturas famintas.

Os inimigos por vezes são implacáveis e assim sendo podemos pagar com a vida qualquer erro que se cometa. Por vezes teremos de avançar através de tentativa/erro, pois caso contrário é complicado conseguirmos avançar no jogo.

Se não fossem os checkpoints, Deadlight poderia ser uma experiência frustrante, ainda bem que o pessoal da Tequilla soube tornar esse factor num trabalho satisfatório.

 

Este jogo parece um hímen e o jogador não vai descansar até terminar este jogo. O jogo leva cerca de duas horas, mas é quase certo que terminem a cerca de 75%. Com mais cerca de uma hora podemos atingir os 90% da sua totalidade, tendo em conta todos os pontos importante podemos dizer que o jogo ultrapassará as três horas para conseguirem os tão procurados 100%

Este certamente não é daqueles jogos que nós terminamos e temos vontade de voltar a repetir para recordar certas partes do jogo ou pormenores.

O desejo de encontrar todas as páginas do diário e segredos fez com que me mantivesse em redor do jogo a revisitar nível a nível a explorar locais para os quais não olhei inicialmente.

É uma experiência fascinante desde o primeiro contacto com ela e que nos transporta com feroz sentido de diversão, cruzado com desafio para as mecânicas e estrutura de jogo.
Além disso, ocasionais ocorrem erros que nos fazem ficar presos ou cair sem sentido, esperamos que sejam corrigidos por uma actualização.

Deadlight opta por uma abordagem mais real e credível ao género side-scrolling, enquanto tenta encontrar uma personalidade sua, mergulhada em influências claras de outros jogos ou até media.
Desta forma é explicada a ausência de bosses ou segmentos explosivos, apesar de conseguir ser um produto que ostenta o brilhante tom cinematográfico.

Deadlight é um jogo bastante interessante de conhecer e de terminar, mas após isso não ficamos com praticamente nada para fazer. Isto, aliado ao jogo durar menos de duas horas e o preço que nos é pedido, fazem com que Deadlight não seja um clássico que se recomende sem reservas. Tem toda uma personalidade que fica com o jogador e quem se atrever a entrar neste mundo vai ficar mesmo com desejo por mais, seja porque motivos for.

Nota: 7/10

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