REVIEW – Datura

REVIEW – Datura

Julho 14, 2012 Não Por Perplera

Com o passar dos tempos começa a existir espaço na indústria dos videojogos para jogos mais ligados à arte. Tudo isso só é possível graças a serviços como o Steam, PSN e Xbox live, serviços esses que dispensam a criação de jogos físicos, são simplesmente vendidos a nível digital fazendo com que as produtoras poupem bastante dinheiro no lançamento do jogo.

Datura tem uma história que realmente custa a entender, a história foi inspirada numa passagens escritas por Dante Alighieri que fala de uma série de acontecimentos que mais parece um puzzle incompleto.

Datura tenta de algum modo contar a história de um homem que está entre a vida e a morte que viaja num mundo que mais parece um sonho.

Inicialmente parece-nos um excelente mote para um jogo mas conforme entramos no jogo e nos vamos deslocando através do mesmo vamos perceber que muito ficou por fazer e Datura poderia ter sido uma experiência única.

 

O jogo é jogado com uma visão de primeira pessoa dá uma visão muito menos abrangente dos cenários que vamos visitar. Vamos encontrar uma floresta já em pleno Outono em que as árvores já estão completamente desprovidas de folhas e o chão já é uma mistura do castanho e de um avermelhado devido às folhas que caíram.

É claro que existem mais zonas neste jogo mas vamos passar ainda algum tempo a explorar este cenário.

Todo o jogo funciona como se fosse um sonho, como por exemplo, existem passagens estranhas de uma zona do jogo para a outra.

Mesmo a história não sendo a mais bela do mundo Em datura a produtora acaba por se esquecer que Datura é um jogo e que nesse ponto acaba por falhar também.

Sendo um jogo a jogabilidade é muito importante mas seja com o comando PS3 ou com o Playstation Move o efeito é o mesmo, a jogabilidade não tem nada de intuitiva e nem por isso é acessível.

Enquanto o jogador percorre a floresta vão aparecer pontos de interação com os quais o jogador pode interagir bastando que clique no botão quando se aproxima do local, assim sendo vão aparecer umas mãos com as quais vai poder interagir e investigar.

As interacções existentes no jogo são bastante limitadas e lentas de realizar, a personagem demora um pouco a levantar cada uma das mãos sempre que o jogador pretende interagir.

Este é o típico jogo do “adivinha”, não existem instruções nem tutoriais, e o jogador não tem qualquer dica do que deve fazer em primeiro lugar ou então o que fazer com tudo o que descobrem.

 

Mas este jogo não é só composto por coisas más, também tem o seu lado positivo, no que toca ao lado artístico Datura leva com certeza o prémio para casa, num mundo completamente surreal cheio de decisões que alteram a história da nossa passagem pelo mundo pós-vida.

Algo que nos chamou a atenção foi o facto dos modelos humanos estarem com uma qualidade muito fraquinha e ficarem muito abaixo da qualidade do resto do ambiente do jogo.

No que toca ao áudio do jogo esse é muito competente e cria um ambiente etéreo que dá ao jogo um ar mais composto.

Tudo isto resumindo não dá muito mas podemos dizer que se não fosse a experiência em si e o apresentarem algo que ainda não tinha sido visto este jogo poderia ser um dos grandes candidatos ao pior jogo do ano.

Em primeiro a jogabilidade má e a falta de motivos ou objetivos para prosseguir a explorar no mundo de Datura são motivos mais que válidos para desligar o jogo e sair de tal pesadelo. Depois de assistirmos a um jogo com a qualidade de Jorney, Datura acaba por ser uma decepção muito grande.