REVIEW – Diablo III

REVIEW – Diablo III

Julho 14, 2012 Não Por Perplera

A série Diablo esteve afastada das luzes da ribalta durante 10 anos, os jogadores esperaram ansiosos pelo lançamento deste jogo.

Segundo a Blizzard este jogo já se encontrava em produção a cerca de quatro anos, sendo que os últimos dois anos foram para dar um polimento extra à versão final.

Ao contrário do que aconteceu com os jogos anteriores desta série, Diablo III está cada vez mais ligado ao battle.net. A ligação é tal que para jogar a versão a solo necessitamos fazer login. Quer isto dizer que se não tivermos uma ligação constante à internet não vamos poder desfrutar do jogo.

Ora a pirataria deste jogo está fora de questão pois se querem jogar vão ter de investir na compra de um jogo. Este jogo não exige qualquer tipo de mensalidade.

No lançamento do jogo a Blizzard teve alguns problemas com os seus servidores pois estes estavam constantemente a cair devido ao número excessivo de jogadores que causou uma sobrecarga nos servidores.

Mesmo assim, Diablo III não deixa de ser um RPG de ação mais famoso da história. Nele podemos entrar numa demanda para derrotar os males que tentam destruir o Sanctuary.

A Blizzard deu a este jogo uma estética e uma mecânica mais simplificadas, mas mesmo sendo mais fácil personalizar e evoluir a nossa personagem acabaram por retirar muitas das complexidades que as acompanhavam.

 

O mote do jogo é o mesmo, Sanctuary encontra-se novamente em perigo, desta vez caiu uma misteriosa estrela do céu e libertou uma ameaça que ameaça destruir tudo em que toca.

Cabe a cada jogador a tarefa de tentar acabar com o mal que reina em Sanctuary e para isso vamos ter de ter muita atenção na escolha da nossa personagem. Podemos escolher uma de cinco possibilidades.

Temos os Bárbaros, típicos guerreiros que limpam caminho com as suas armas sendo detentores de uma força bruta e de uma enorme resistência.

Temos os Monges que são também exímios guerreiros mas que preferem usar as artes marciais para atacar com velocidade e deixar o inimigo fora de combate.

Temos o Wizard, ou seja o feiticeiro que se centra na invocação de magias dos vários elementos da terra para destruir todos os seus inimigos.

Temos a classe dos Demon Hunter, uma nova classe que mistura classes como Amazon e Assassin, resumindo, os ataques são executados com alguma distância com o arco e flecha e não só.

Por último e não menos importante temos o Witch Doctor que também é uma nova adição onde esta classe consegue invocar os mortos para combater ao seu lado ou então afecta os inimigos com vários estados.

Diablo III continua a ser a famosa série RPG de ação onde a maioria das ações como andar e atacar são feitas com um rato, quanto ao teclado este será usado noutro tipo de ações e habilidades que vão sendo desbloqueadas e que vão dar uma maior vertente estratégica ao jogo.

Existem algumas adições no jogo como termos a possibilidade de ficarmos permanentemente quietos no jogo com um simples clique num botão, isso danos a possibilidade de atacarmos em qualquer direcção sem termos de clicar obrigatoriamente num inimigo. A barra principal encontra-se agora na parte inferior do ecrã mas mantém-se de certa forma intacta quando comparada com a barra de Diablo II, a diferença é que agora nas pontas da barra existem duas bolas de vidro, uma corresponde à nossa vida e a outra corresponde às características da nossa personagem.

A bola de vidro correspondente às características serve para ataques especiais sendo que a gastamos em cada ataque especial que fazemos.

No centro da barra vamos colocar todas as habilidades especiais que vamos desbloquear sempre que a personagem chega a um determinado nível, essas habilidades podem ser utilizadas através das teclas numéricas do nosso teclado. Podemos pré-definir as teclas para determinadas poções que queremos usar, para chamar um Town Portal para nos teleportar rapidamente para uma cidade e outras coisas mais.

 Quando personalizamos a nossa personagem devemos ter bastante atenção pois essa é uma das partes mais importantes do jogo, vamos ter de escolher os melhores equipamentos ou os que melhor se adequa ao nosso estilo de jogo. Esse equipamento baseia-se em armamento, armaduras, amuletos e afins, cada uma destas peças é fundamental para o êxito do nosso jogo. Cada uma das peças que escolhemos irá reforçar uma das partes do corpo, essas peças podem ser compradas ou podemos mandar fazer as peças.

Para além das armas e armaduras teremos também características como o DPS (Damage per Second) ou então a sua capacidade de defender.

A habitual Skill tree que existia em Diablo II desapareceu e deu lugar a um conjunto de Skill´s pré-definidas que podem ser escolhidas e melhoradas.

 Em Diablo III o nosso progresso será definido pela história e pelos NPCs que participam activamente nela. Iniciamos sempre o jogo numa simples aldeia com alguns mercadores, ferreiros e muito mais e a partir desse mesmo instante iremos desempenhar missões.

Com o decorrer das missões vamos acabar por desvendar no mapa zonas que desconhecíamos anteriormente, inconscientemente o jogador acaba por ir dar aos locais das próximas missões. Sempre que o jogador morre a meio de uma missão ele volta para o checkpoint mais próximo e as nossas armas recebem 10% de dano. Mas em contrapartida sempre que chegamos a uma zona mais longínqua iremos encontrar Waypoints, portais azuis que se ativam quando carregamos neles para que não seja necessário percorrer duas vezes o mesmo caminho.

Espalhados pelo mundo de Diablo III estão também caldeirões que restauram o HP da nossa personagem.

Tal como já acontecia nos jogos anteriores da série Diablo, grande parte das missões vão realizar-se em masmorras onde iremos encontrar todo o tipo de monstros e não só.

Iremos encontrar algumas masmorras simples que apenas necessitam que se limpe os nossos inimigos que lá se encontram, mas iremos encontrar algumas masmorras que são tão grandes que iremos ter de percorrer cada canto para descobrir o objectivo.

Foram também adicionadas algumas armadilhas interessantes e que se baseiam no uso de cenários para matar os nossos inimigos.

Felizmente não optaram por masmorras com labirintos que tornam a missão frustrante num tempo muito curto. Por vezes quando chegarmos ao fim de uma masmorra vamos encontrar uma torre que nos vai transportar novamente para o início da masmorra evitando que tenhamos de nos deslocar a pé para o início.

Pelo caminho vamos também encontrar missões extra onde maior parte delas são pedidas por NPCs com problemas pessoais (como se já fossem poucas as missões que nos são atribuídas). Estas missões podem passar por salvamentos de pessoas ou até descobrir o paradeiro destas tendo uma variedade muito grande pelo meio.

Os NPCs não são os únicos a fazer-nos quebrar o ritmo, pelo caminho vamos encontrar também umas mini-masmorras ou mesmo uma masmorra que afirma só abrir a cada mil anos, assim que entramos nessa masmorra aparece um contador em contagem decrescente onde temos de encontrar um objecto raro que lá se encontra antes do tempo acabar evitando assim muito inimigos que nos tentam atrasar pelo caminho.

Assim sendo a Blizzard conseguiu manter os modelos tradicionais de missões já existentes nos anteriores títulos de Diablo.

Vamos também encontrar neste jogo alguns inimigos clássicos que desta vez se encontram bem mais fortes, dou como exemplo o mítico Butcher do primeiro Diablo.

Um ponto bastante importante e forte em Diablo II era o seu modo online. Apesar de Diablo III estar muito bem no seu modo online este veio com menos opções e certamente alguns fãs mais fervorosos não gostaram tanto.

Sempre que fazemos o modo história podemos fazer com que o jogo seja aberto ao mundo, basta para isso carregar na opção “Open game to Public”, assim vamos abrir o nosso jogo ao público podendo entrar no nosso jogo até três jogadores que nos podem ajudar na nossa aventura.

Podemos também convidar amigos da nossa lista de amigos battle.net o que aumenta a diversão no jogo.

Falemos agora de uma das áreas mais delicadas deste jogo, a apresentação.

Assim que criamos a nossa personagem vamos poder ver que a qualidade dos modelos está um pouco “quadrada” em certas partes do corpo da personagem.

No que toca aos cenários estes são incríveis, a Blizzard esteve muito atenta aos detalhes dos cenários.

Para dar um ar um pouco mais violento ao jogo existem detalhes muito macabros , dou o exemplo de uma criatura aberta a meio e pendurada enquanto as suas entranhas estão espalhadas pelo chão. Existem criaturas como ratos e cobras a vaguear pelo cenário que podem ser pisados pela nossa personagem enquanto caminhamos. São pormenores que saltam à vista.

 

Quando matamos um inimigo nos antigos Diablo´s as animações eram repetitivas, neste tudo mudou, quando matamos um inimigo poderemos ver corpos a voar completamente partidos numa direção, armaduras para outro lado. Apesar de ter sido dado um pouco de atenção a este pormenor a fraca qualidade no geral no que toca aos modelos poderá ter a haver com o facto de a Blizzard querer que este jogo corra no maior número de PCs possíveis.

No que toca ao som o jogo mantém-se num patamar elevadíssimo onde a banda sonora está em completa harmonia com o jogo.

 A pergunta que muitos jogadores fazem é a seguinte: “Será que valeu a pena a espera de tantos anos pelo lançamento de Diablo III? Digamos que sim.

Se nos perguntarem se podemos admitir a falta de polimento em alguns pontos do jogo… Nesse caso teremos de dizer que não se admite mesmo.

Para terminar podemos dizer que Diablo III mantém a sua essência desde o inicio da série a qual a idade nada afetou a mecânica principal do jogo. Este jogo continua a ser a referência dos jogos RPG de ação.

Os problemas que afetaram o jogo no início acabaram por ter um efeito que nada afetou o produto. De momento o jogo encontra-se perfeitamente jogável e as vendas do jogo comprovam que este é um jogo de grande sucesso e que não irá parar por aqui.

Apesar de o ano ainda estar a meio, este poderá ser um grande candidato ao melhor RPG de ação de 2012.

Os pontos fracos deste jogo não são nada quando olhamos para o produto no seu total.

Se és fã compra o jogo se por acaso estas cético e gostarias de testar então tenta arranjar alguém que tenha o jogo pois pode ser que te consigam arranjar uma senha de convidado para poderes testar este magnífico jogo.

 

NOTA: 9/10

Positivo
    Negativo

      Um pouco mais sobre o autor…

      O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.