REVIEW – Mad Riders

REVIEW – Mad Riders

Setembro 15, 2012 Não Por Perplera

Este jogo chega até nós pela mão da Techland, a criadora de Dead Island.

Mad Riders é sem dúvida considerado um jogo de velocidade frenética com um excelente ambiente a rodeá-lo.

Este jogo é uma combinação explosiva de confrontos com a natureza dos percursos, a capacidade de aplicar “power Ups” e a excelente capacidade de nos conseguirmos superar na velocidade alucinante do jogo.

Quando estamos em corrida e estamos a ultrapassar os nossos adversários isso não quer dizer que estamos a ganhar ou a superar algo, nessa altura vamos entender que estamos atrasados em relação ao jogo. Vamos ter a percepção de que é necessário cometer menos erros, encontrar percursos alternativos e sem dúvida alguma apanharmos a maior quantidade de ”power ups” possíveis.

 

O ambiente…

Mad Riders impressiona a todos os níveis mas mais precisamente pelas paisagens que são de uma qualidade colossal. Digamos que as paisagens paradisíacas poderiam certamente ter sido arrancadas de Dead Island, a qualidade é idêntica.

Este jogo quase podia ser comparado com a série “Motorstorm”, mas as texturas do jogo ficam um pouco aquém.

Os gráficos não são maus mas também não podemos colocá-los num patamar ao qual este jogo não pertence.

 

Jogabilidade…

Algo que nos chamou a atenção neste jogo foi o facto de que quando apertamos a tecla para acelerar a sensação com que ficamos é a de a velocidade ser um pouco de fachada.

Ficamos com a ideia de que estamos a dar velocidade à câmara e não à moto. As curvas não se fazem sentir nem existe tracção. A ideia com que ficamos é que a moto fica centrada no ecrã e basta-nos virar para a esquerda para a direita e o jogo faz o resto.

Mad Riders era suposto ser um simulador de corridas mas sem um pião, um embate nos oponentes que cause despiste aparatoso, sem um ressalto, nada, não há nada neste jogo que nos faça vê-lo como um simulador.

Pelo caminho de cada corrida vão apanhar os “power ups” que são determinantes para podermos fazer acrobacia e algumas manobras espectaculares que nos vão dar as famosas estrelas que são imprescindíveis para podermos desbloquear novas corridas e termos pontos. Os nossos pontos ajudam-nos a subir de nível, e quanto mais pontos conseguimos amealhar mais rápido subimos para o próximo nível. A dificuldade do jogo aumenta gradualmente à medida que vamos avançando no torneio e conforme vamos avançando no torneio também vamos ter à nossa disposição novas motas, mais potentes por sinal e vamos desbloquear novas pistas, trilhos secretos e mais.

A progressão no jogo é idêntica a de muitos outros jogos, não oferece muito de novo, mesmo que o pouco que ofereça seja o suficiente para nos manter agarrados ao jogo.

O facto de o jogo ser um pouco repetitivo leva a que acabemos por nos cansar e só os mais persistentes vão avançar no jogo, quanto mais não seja para poderem caçar os tão desejados troféus.

A essência deste jogo passa pela recolha de “power ups” e acrobacias. Os “power ups” dão-nos velocidade adicional e desbloqueiam passagens alternativas e secretas.

Em Mad Riders tudo nos faz lembrar as competições Red Bull X-Fighters, os saltos em zonas elevadas, rampas de lançamento muito complicadas e aterragens aterradoras.

Existem ainda zonas de aterragem que têm um alvo, quando acertamos esse alvo ficam disponíveis alguns “boosts”.

A sensação de velocidade é boa e umas vezes é tanta a velocidade que chegam a perder o domínio da mota de encontro a paredes e outros objectos.

 Algo que fica muito a quem é o facto de a mota não sofrer dano… Resta-nos seguir a corrida como se nada se tivesse passado.

A vantagem é que as pistas não são todas iguais e existem estilos de provas bem diferentes como, “time trial”, corridas de 3 voltas, pontuações máximas, arenas (os pilotos devem chegar primeiro a um ponto assinalado na pista) e stunts, provas estas que podem ser utilizadas para vários jogadores em rede.

O multiplayer permite uma competição de até 12 jogadores, as opções deste jogo são um pouco limitadas. Podemos participar em corridas onde podemos participar num grupo como definir as regras através de uma sala criada para receber pessoal da friend list.

Por mais que a Techland fuja aos erros do passado, ainda não foi com o jogo Mad Riders que a produtora conseguiu fugir aos problemas do seu anterior jogo, Nail’d.

Mad Riders não é um jogo mau mas dar-lhe atenção por mais de um par de horas é que vai ser mais complicado, a sua monotonia vai acabar com tudo para os menos persistentes.

Este é na nossa opinião um jogo mediano que podia ter sido melhorado em muito e assim tornar-se um jogo mais interessante.

 

NOTA: 6/10

Positivo
    Negativo

      Um pouco mais sobre o autor…

      O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.