REVIEW – Quantum League

REVIEW – Quantum League

Abril 26, 2021 Não Por Perplera

Quantum League parece uma aposta bem interessante e sem dúvida alguma diferente dos habituais shooters que estamos habituados a jogar.

Vou tentar explicar isto da forma mais simples que consigo, mas não vai ser fácil…

Vamos iniciar uma partida 1vs1 e assim que iniciarmos temos de Escher uma de 6 personagens, todas elas com habilidades diferentes. Depois de escolhermos a personagem e entrarmos numa partida escolhemos a nossa arma. Assim que escolhemos a nossa personagem temos 15 segundos, tempo padrão que pode ser alterado, para eliminar o nosso inimigo, capturado ponto de controlo ou se possível conseguir fazer as duas coisas. Assim que terminam os 15 segundos entramos num sistema de reverse e voltamos ao ponto inicial.

YouTube video

Até aqui tudo muito bem, mas daqui para a frente é que começa a grande diferença deste jogo. Voltamos a escolher a nossa arma e iniciam novos 15 segundos, a diferença é que agora temos o nosso anterior “eu” que vai fazer exatamente o mesmo movimento que fizemos na nossa anterior partida. Esta é a oportunidade perfeita, se por acaso morreram na partida anterior, podem agora antecipar a jogada e matar o adversário primeiro, mas o nosso adversário pode fazer o mesmo. Finalizando os 15 segundos de partida regressamos novamente ao início em reverse e voltamos a nova partida, mas desta vez com os nossos dois antigos “eu’s”. 

Quando somos abatidos nós não morremos, nós somos dessincronizados (ficamos como se fôssemos um fantasma), quer isso dizer que estamos em jogo mas não conseguimos influenciar em nada a partida até apanhamos um kit de vida e voltarmos a ser sincronizados. Se conseguirmos sincronizar antes do fim dos 15 segundos isso pode influenciar a próxima partida.

Na terceira partida, onde temos 3 personagens em simultâneo, temos de estar  em atentos pois é onde se decide o primeiro de dois pontos. A ideia é conquistar o ponto de controlo antes do final dos 15 segundos, caso contrário iremos para prolongamento.

Isto é explicado parece bastante confuso mas quando jogamos este título tudo parece bastante natural. Algo interessante é o facto de o jogador em 15 segundos ter que decidir se deve capturar o ponto ou evitar que os seus antigos “eu’s” sejam eliminados. O jogador deve pensar em como eliminar o adversário ao longo de cada loop de forma a ter tempo de conseguir capturar o ponto… parece simples, mas 15 segundos passam a voar.

As armas fazem parte da estratégia, podemos numa das fases do jogo usar um essa granadas de forma a que as explosões impeçam o adversário de usar aquela rota para alcançar a nossa equipa, como também podemos usar uma rifle de precisão de forma a evitar que o adversário elimine os nossos fantasmas. Existem armas para todos os gostos mas o jogador acabará por perceber que convém ir alternando de forma a criar uma estratégia mais robusta.

Conclusão…

No geral fiquei bastante surpreendido com o jogo Quantum League, apesar de achar que muitos vão acabar por julgar um jogo pelo facto de o mesmo ter um estilo gráfico muito parecido com Overwatch ou até mesmo Fortnite. Se os jogadores conseguirem colocar esse ponto de lado vão acabar por perceber que este jogo não tem nada de parecido com os jogos que acabo de citar e posso até dizer que não existe nenhum jogo no mercado idêntico a Quantum League.

Acredito que se as pessoas derem uma oportunidade a este jogo vão ficar surpreendidas. Acredito também que se a desenvolvedora e produtora do jogo entregar este jogo nas mãos de vários streamers que acabará por dar a conhecer a muito mais pessoas o quão incrível este jogo é.

 Joguei Quantum League durante várias horas e posso dizer que foi bastante divertido.

 

Nota 8/10

Positivo
  • Divertido.
  • Não existe jogo igual.
  • Jogabilidade incrível.
Negativo

    Um pouco mais sobre o autor…

    O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.