REVIEW – Spec Ops: The Line 

REVIEW – Spec Ops: The Line 

Setembro 15, 2012 Não Por Perplera

Spec Ops: The Line é sem dúvida alguma um jogo com grande potencial que demonstra muitas técnicas usadas por forças militares espalhadas por todo o mundo.

O jogo começa na cidade de Dubai que se encontra em ruínas, uma cidade destruída e castigada pelas fortes tempestades de areia.

Os poucos que sobreviveram às calamidades tornaram-se autênticos abutres que matam e pilham para ficarem com o que resta de alimento. Estamos na terra de ninguém onde a lei da bala fala mais alto dominam os grupos altamente armados. Existem ainda grupos de civis, a CIA e as restantes forças militares das bases americanas que se situam naquela zona área.

Neste jogo controlamos três militares da Delta Force que têm como missão o resgate do coronel John Konrad.

John Konrad é um antigo companheiro do protagonista deste jogo, o capitão Martin Walker. Este salvará a sua vida no passado numa missão que se desenrolou em Kabul.

O jogo inicia no meio de um autêntico caos com tiroteio de helicóptero e num cenário completamente devastado.

No início do jogo vamos ter um tutorial que está presente a cada instante para nos ajudar na deslocação pelo jogo, ensina-nos os comandos básicos, como dar ordens aos outros Delta Force e outras coisas de grande importância para o sucesso das missões.

A nível visual a cidade do Dubai é algo que se destaca neste jogo, está incrível. É claro que se a visibilidade não fosse constantemente afectada pelas fortes tempestades de areia teríamos certamente uma visão da cidade estupenda.

Os visuais estão bastante agradáveis, com as texturas das personagens e ambientes dentro da norma do final desta geração de consolas. Os efeitos de luz são muito agradáveis, e existem ainda pormenores que ajudam a acrescentar credibilidade à ação, um bom exemplo é a areia a levantar uma nuvem de pó depois de uma explosão ou uma série de disparos.

Como já disse anteriormente, connosco nesta missão temos mais dois elementos, são eles Lugo e Adams, eles servem de apoio à acção e hostilidade que se vai desenrolando no decorrer do jogo. Existe mesmo um comando específico para que esses dois apoios eliminem um alvo em específico a qualquer altura do jogo, um pouco parecido com o que acontece em Ghost Recon Future Soldier. Mas o que acaba por tornar interessante esta experiência são os diálogos constantes com a nossa personagem no decorrer do jogo. 

A missão no Dubai é muito mais complicada do que o originalmente previsto, existe uma guerra aberta entre o batalhão conhecido como 33º e um grupo de refugiados fortemente armados.

A equipa de Delta Force constantemente está em discórdia sobre as melhores decisões a tomar, o caos está assim instalado.

Algo marcante na história é a narrativa, é uma narrativa com bastante conteúdo e que acima de tudo não impõem nada ao jogador.

O jogo por vezes é feito de escolhas, sejam elas certas ou erradas são sempre escolhas. Por vezes nem damos conta que tomamos uma decisão mas rapidamente a equipa de Delta Force nos diz que tomamos a decisão errada e que se tivéssemos decidido de maneira diferente teria sido melhor.

Cada decisão tem as suas consequências, e vamos ser responsabilizados quer corra bem ou mal cada uma das nossas decisões. A personagem principal, Walker vai mudando a sua personalidade e o que o move no decorrer do jogo, cada decisão errada transforma e transtorna a personagem principal do jogo.

Quando iniciamos o jogo, Walker é uma personagem um pouco vazia disposta a enfrentar tudo e todos que se atravessem no caminho traçado para a sua missão, com o decorrer das missões vão ter de ser tomadas decisões que vão certamente marcar a nossa personagem.

Por vezes os cenários vão retratar um violência descomunal que retrata alguns cenários de guerra por todo o mundo o que acaba por ligar o jogador ao jogo, é mais do que um jogo, é como estar num verdadeiro cenário de guerra.

O sistema de jogo usa e abusa do sistema de cover, oferece ainda alguns momentos de “Bullet Time” mas de resto não é nada surpreendente.

Quando falamos de inteligência artificial, esperamos que seja boa o suficiente para podermos ter soldados à altura das nossas capacidades mas não, estes ficam muito aquém do que seria esperado.

Os três soldados da Delta Force são autênticos super homens, sendo somente três contra um batalhão de soldados adversários e saírem vitoriosos, chega ao ponto de ser ridículo, aumentavam a dificuldade de abater o inimigo e diminuíram a quantidade e o efeito teria sido mais real. É um disparate termos de abater uma vaga de 100 soldados inimigos seguidos, tem alturas que parece que estamos a jogar um nível de “survival”.

Spec Ops: The Line oferece um conjunto muito razoável de armas, desde SMG’s, snipers, até à saudosa Desert Eagle. 

Assim que terminamos a campanha, o jogo dá-nos ainda a hipótese de um modo multijogador , isso permite que a longevidade do jogo seja muito além e não faça o jogador encostar mais um jogo para canto. É certo que não é nada de particularmente interessante, mas já é alguma coisa. É basicamente o combate sem a narrativa mas com os típicos modos deathmatch e deathmatch teams, e ainda um modo que permite destruir estruturas inimigas para revelar um alvo específico.

 

Este shooter é igual a tantos outros existentes no mercado dos videojogos, e por esse motivo pode perder um pouco de brilho por ser mais um. Mesmo assim, é um jogo muito bom ao qual os jogadores devem certamente dar a sua atenção. Afinal de contas os jogos mais procurados no mundo dos videojogos são os de guerra. E porque não o Spec Ops: The Line?

Spec Ops: The Line revelou ser uma boa surpresa. Este jogo é destinado para maiores de 18, não apenas pelas cenas de tiroteio constantes, mas também pelo ar maduro e psicologicamente exigente que impõe. O jogo é composto por cerca de 8 horas que a campanha oferece e acaba por no final ter um sabor a pouco.

 

NOTA: 8/10

Positivo
    Negativo

      Um pouco mais sobre o autor…

      O Bruno Costa é o editor e supervisor dos conteúdos da Strong Player. É o principal editor que distribui o seu tempo entre criação de notícias, reviews e desenvolvimento de artigos com curiosidades. Gosta de uma variedade de jogos bem extensa mas a sua preferência vai para os jogos de Zombies e para jogos com um modo história envolvente. Adora jogos de ação de mundo aberto com modo multiplayer e o seu preferido é o The Division 2.