REVIEW – STARHAWK

REVIEW – STARHAWK

Junho 14, 2012 Não Por Perplera

Este é um dos jogos mais aguardados para quem possui uma consola PS3. Desenvolvido pela LightBox Interactive e pela SCE Santa Monica Studio este é um Shooter de 3ª pessoa com elementos RTS onde os jogadores vão poder adicionar ou remover elementos do mapa como paredes, bases, fortificações e muito mais. Tudo isto para além de mudar completamente as condições do mapa e jogo também altera a forma como defenderemos a nossa base.

Este jogo certamente passou ao lado de muitos jogadores mas o que é certo é que conseguiu reunir um culto à sua volta.

Algo que devemos ter uma especial atenção é a criação de fortificações pois são uma grande vantagem na hora de combater.

No canto superior direito encontra-se a barra de recursos que mostra a quantidade de energia que o jogador tem e este tipo de energia determina o tipo de fortificação que o jogador pode criar.

Existem quatro maneiras de armazenar energia, a primeira delas é matar um inimigo ou destruir naves ou fortificações inimigas, a segunda é ficar na base perto do colector de energia, a terceira é encontrar e atirar em barris espalhados pelo mapa que lhe vão uma boa quantidade de energia e a quarta e última maneira é comprar uma skill que da ao jogador uma quantidade de energia independentemente do local onde o jogador esteja.

 Uma das grandes diferenças foi a mudança dos cenários, os terrenos verdejantes foram agora trocados por um terreno arenoso misturado com o velho oeste com um trago de batalhas intergalácticas.

Para aqueles que iniciarem este jogo certamente vão ter a ideia de estar a jogar uma expansão de Red Dead Redemption, mas rapidamente, à medida que avançarem no jogo vão chegar à conclusão que este é um jogo único e de grande qualidade.

 No modo “Campanha” temos noção do quão importante é que a energia (Rift, e a sua importância, chegando mesmo a comparar-se ao petróleo, dominando mesmo os dias que correm.

Esta energia é tão poderosa que leva as pessoas a transformarem-se em terríveis criaturas que reclamam a energia do universo.

 O herói do jogo é Emmett, ele e o seu Cutter são contratados para resolverem a questão da energia. Ao longo do percurso de jogo os jogadores vão ter algumas surpresas, até porque o corpo de Emmett sofreu alterações devido a uma explosão de energia.

 A mudança de cenário permitiu a LightBox oferecer cenários muito mais coloridos e variados com desfiladeiros, rios de ácido e plataformas espaciais, tudo isto com uma composição musical que dá uma harmonia muito grande ao jogo.

 Este jogo tem uma grande componente online e assim sendo a “Campanha” serve como um tutorial que ajuda os jogadores nas mecânicas do jogo bem como nos vários tipos de veículos existentes no jogo.

À medida que a dificuldade do jogo aumenta vamos ter à nossa disposição novas ferramentas que nos vão permitir sobreviver e avançar.

É nisto que Starhawk se distingue dos restantes Shooters de terceira pessoa, Starhawk oferece-nos uma mecânica que mistura o shooter de terceira pessoa com os elementos de um jogo de estratégia em tempo real.

Ao pressionarmos o” triângulo” iremos abrir uma roda onde vamos poder escolher a infra-estrutura que mais se adequa ao momento. Feita a selecção vai cair do céu um pacote gigante que irá satisfazer o nosso pedido.

É claro que tudo tem um custo e o pagamento é em energia (Rifle) que acumulamos.

 Ainda em relação às construções, estas literalmente caem do céu.

As construções são sem dúvida alguma uma das partes mais impressionantes do jogo, ao usarmos o triângulo, como já foi acima referido, podemos escolher o que queremos construir e posicionar o que queremos construir.

Assim que selecionarmos o que queremos construir, cai do céu um gigantesco pacote que irá montar-se ao melhor estilo de transformers, uma animação digna de qualquer filme.

Assim que está construído o edifício podemos utilizar ou fazer um upgrade.

Cada um dos edifícios construídos serve para algo, por exemplo, ao construir um bunker podemos entrar dentro dele e estará disponível dois novos tipos de armas e um suprimento de granadas, se construirmos uma torre Sniper vamos ter ao nosso dispor uma arma Sniper.

O jogo tem vários veículos disponíveis, podemos dizer que são incríveis, por exemplo, o veículo Hawk é uma espécie de transformer, podemos utilizá-lo como nave e voar pelo jogo atacando outros inimigos ou transformá-lo num robô gigante para arrasar com as bases inimigas.

Outro veículo interessante é um buggy que pode transportar três pessoas ao mesmo tempo, duas à frente e uma atrás que utilizará a arma do carro. Este carro é muito usado no modo “Capture the flag” pois é o meio mais rápido de transporte para transportar a bandeira inimiga até a nossa base.

O estilo de combate é muito simples, qualquer jogador que esteja habituado ao estilo de combate de primeira ou terceira pessoas não terá nenhum tipo de problemas, “R1” para disparar, armas são trocadas com o analógico, “L2” é a mira da arma e o R3 é a faca.

O estilo de combate é muito rápido, a metralhadora é a arma com que iniciamos sempre o jogo mas tem um alcance muito bom e funciona muito bem com o disparo de rajada. Mas podemos sempre apanhar uma rifle, um shotgun ou até mesmo um lança mísseis.

 O jogo está muito bem estruturado, se no beta o jogo estava preparado para 16 jogadores no modo final o jogo vem preparado para 32 jogadores em simultâneo.

No restante jogo foram poucas as coisas que encontramos que podemos criticar, por exemplo, o som em alguns jogos de multijogador fala mas nada que atrapalhe a jogabilidade, mas que se nota, disso não tenham dúvidas. Outra coisa de que podemos falar é a inteligência artificial, talvez seja artificial mas no que toca a inteligência o inimigo fica um pouco a quem, mas nada que comprometa o jogo.

Os cenários são muito bem feitos de um visual muito atraente, o tamanho dos mapas também é muito bom o que faz com que se possa voar com os Hawk´s sem qualquer tipo de problemas.

Este jogo mostrou-se ser uma grande surpresa e posso mesmo dizer que será um dos melhores jogos de PS3 deste ano, é certo que ainda vamos a meio do ano mas mesmo assim falo num dos melhores.

 

NOTA; 8/10

Positivo
    Negativo